Coluna “Retratando” – Paixão pela atividade

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , em 13/02/2012 por Virgilio

Não. Desta vez não voltarei a dizer algo relacionado com o meu envolvimento com a fotografia. Quero aqui descrever a minha admiração pelo Grupo de Teatro Empório. Uma trupe que eu acompanho desde que retornei para o Espírito Santo.

O primeiro contato foi por intermédio das fotos de bastidores que fiz antes de entrarem no palco do Teatro Carlos Gomes com a peça BOULEVARD 83, nesta oportunidade pude perceber a energia e garra com que esta galera se empenha nesta atividade tão suada e difícil de se conseguir um lugar ao sol. Além de muito corajosos em levar para os palcos um musical.

Algum tempo depois fizemos as fotos da peça ROSA NEGRA, durante o ensaio geral. Algo que foi muito prazeroso de fazer, pois mais uma vez senti a energia desta galera que tinha em mãos uma trama muito bem construída e que envolvia uma temática polêmica, religiosidade, e conseguiram com recursos escassos fazer um grande espetáculo.

Em seguida veio a interessante peça A ORDINÁRIA, inspirada nos textos de Nélson Rodrigues, neste espetáculo assistimos uma trama bem construída envolvendo traição, amor e mentiras. As fotos de divulgação foram feitas no ESTÚDIO UMBRA.

Agora, acabamos de produzir as fotos de divulgação do novo trabalho do grupo, UMA CARTA PARA ALICE, o diretor e ator LEANDRO BACELAR fez um rápido release da história e fomos a luta para capturar a essência de cada uma das 4 personagens da peça.

Cada vez que encontro com esta galerinha do GTE eu fico repleto de energia e entendo claramente a luta e força com que eles se entregam na atividade, é um exemplo para todos nós.

Da mesma forma que se precisa do roteiro para se fazer uma grande peça de teatro, em fotografia também não é diferente, planejar e roterizar um ensaio antes de executá-lo é primordial, seja metódico se for preciso, assim seu resultado será muito melhor, certamente.

Abaixo uma das peças já finalizada e algumas fotos feitas no ESTÚDIO UMBRA:

Passos firmes

Postado em Uncategorized em 19/01/2012 por Virgilio

Nunca deixo de mencionar as pessoas que trabalham comigo em meus trabalhos fotográficos. Afinal, o produto final de um trabalho é resultante de uma soma de forças de várias pessoas, alguém que é responsável pelo que chamamos pela beleza (maquiagem e cabelo), casting (seleção de modelos), produtor (a) de moda (quem organiza os looks), dentre outros, mas tem um profissional  tão imprescindível  que sem a sua presença o trabalho se tornaria muito mais exaustivo e dificilmente conseguiríamos atingir o intento desejado, o assistente de fotografia.

Há algum tempo eu tenho o privelégio de ter a assistência de fotografia da Lilianny Noronha, com quem eu divido todos os resultados dos meus trabalhos, ela me entende como ninguém, um simples gesto movimentando minhas sobrancelhas e ela já entende se estou ou não satisfeito com o esquema que estamos utilizando naquele determinado instante.

Mas ela não será assistente de fotografia eternamente, vem se preparando para assumir o controle num set fotográfico, já fez todos os cursos que ministrei, é curiosa, faz faculdade de fotografia na Unviersidade de Vila Velha e, com sabedoria, está acumulando os conhecimentos para transformar todo este potencial em trabalhos efetivamente de qualidade.

Na última semana estávamos fazendo um editorial autoral quando eu sugeri que ela fosse aquecendo as meninas antes das cobras chegarem, isso mesmo, fou um editorial em que usamos serpentes e modelos. Então a Lilianny foi lá e deu conta do recado, dirigiu a Amanda Santana e a fotografou com maestria.

Eu gostei do resultado das fotos que vi e já percebo suas predileções em esquemas de iluminação. Tomei a liberdade de postar algumas neste post.

Parabéns pela sua força de vontade e capacidade, não canso de dizer que sua hora é agora, vai lá e arrebenta!!!

 

Coluna “Retratando” – O elementar.

Postado em Uncategorized em 16/01/2012 por Virgilio

Mais uma vez vou comentar sobre algo que pode chatear alguns, porém acho extremamente necessário e válido.

Vejo no dia-a-dia muitas pessoas com excelente senso estético que fotografam profissionalmente, no entanto estas mesmas pessoas não se preocuparam ou não deram importância ao elementar na técnica fotográfica.

É comum nos depararmos com” profissionais” que não sabem por exemplo os valores de diafragma (f/stops) ou que negligenciam um bom enquadramento no momento da captura, em virtude das facilidades que nos são oferecidas pelos editores de imagens. Até mesmo percebemos alguns “fotógrafos” que desconhecem os efeitos e causas das deformações nos planos em função das diferentes objetivas e suas distâncias focais.`

Gostaria de estimular o estudo daquilo que se sabe sobre fotografia desde a sua invenção, as funcionalidades óticas das objetivas, a importância e características  dos suportes onde as imagens são gravadas e reproduzidas, a trilogia velocidade/abertura/ISO e suas possibilidades e como se utilizar destes recursos para se obter uma imagem que foi previamente planejada.

É triste. Até porque, com toda a tecnologia a nosso favor, não sei se estamos evoluindo como deveríamos. Ou será que estamos ficando preguiçosos de pensar e deixamos isso cada vez mais a cargo da “máquina”?

Um fotógrafo com “F” maiúsculo tem que entender de LUZ e suas características, de ótica, de estética, sem mencionar que precisa entender sobre o assunto a ser fotografado, seja uma paisagem, pessoas, animais ou qualquer outro motivo.

Quero lembrá-los que somente apertar o botão e depois “resolver” o resto no Photoshop são tarefas que um pré-adolescente é capaz de fazer melhor que muitos de nós que estamos em outra geração. Já tiveram curiosidade de ver a qualidade das imagens que um IPhone produz?

Não desanimem, ainda há e acho que sempre existirá espaço para aqueles que realmente querem se entregar a esta atividade, digo se entregar de corpo e alma, estudar é preciso.

Deixo aqui um desafio: “Analise suas fotos antes de serem tratadas, então responda: Estas imagens estão realmente impregnadas dos conhecimentos de um bom fotógrafo ou qualquer um seria capaz de fazê-las?”

Para finalizar deixarei duas imagens que foram produzidas no Estúdio Umbra no final da última semana, com uma equipe que era composta por fotógrafo (EU), fotógrafa (Lilianny Noronha), maquiador e cabelereiro (Levy Faria), Booker (Ton Xavier), modelos ´(Erika, Scarlet, Amanda e Diulia), os nomes das cobras eu não me recordo (falha nossa).

Esta última foto foi feita pela Lilianny Noronha:

Um grande abraço, desculpem se este post pareceu um puxão de orelha, tudo é com a intenção de um mercado mais saudável e pela busca do profissionalismo.

Virgilio Libardi

Coluna “Retratando” – O que é o tal inverso do quadrado da distância?

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , , , , em 09/01/2012 por Virgilio

Quantos de nós já ouvimos falar “o brilho de uma fonte de luz varia na proporção do inverso do quadrado da distância entre a fonte de luz e o objeto iluminado”?

A princípio é uma lei que rege muitos fenômenos físicos, dentre eles a luz. É simples de se entender. No entanto, como isso interfere em nossos retratos?

Esta lei foi desenvolvida por Isaac Newton no século XVII ao estudar a atração de corpos e descreveu a LEI DA GRAVITAÇÃO UNIVERSAL,  dizia que “… toda a matéria atrai matéria com uma força proporcional ao produto das duas massas consideradas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas”.

E daí se foi derivando e aplicando para outros fenômenos da natureza, tais como brilho, som e campo magnético.

Trazendo para a luz podemos dizer que o brilho de uma fonte luminosa  varia na proporção inversa do quadrado da distância desta luz em relação a superfície iluminada, como no exemplo abaixo simulando um set de estúdio fotográfico:

 Ou seja, se para o modelo que está a uma distância x tivermos uma leitura em f/16 de diafragma, para iluminarmos o outro modelo distante 2x com a mesma intensidade/brilho de luz deveremos deixar passar 4 vezes mais luz (1/22), ou dois stops de diafragma, ou seja, f/8. Entre  f/16 e f/8 temos o f/11 e lembrando que para cada f/stop temos o dobro da quantidade de luz, desta forma, f/8 é um diafragma capaz de deixar passar 4 vezes mais luz que f/16.

 

Vamos ver o que isso pode causar no fundo branco comumente utilizado nos estúdios fotográficos, fundo infinito.

Fotografei a modelo  Karol Davel (TONXAVIERMODELS) especialmente para exemplificar esta coluna.

A intensidade na qual estava regulado o flash eletrônico da Mako com um Softbox a cerca de 1m de distância da Karol, nos deu no fotômetro de mão uma leitura de f/14 em ISO 200, fizemos esta regulagem do diafragma e colocamos a Karol a um metro distante do fundo infinito branco.

 

Neste caso podemos deduzir, pela lei do inverso do quadrado das distâncias que a luz que incide no fundo branco é equivalente a  1/4 (1/22) da luz que incide na modelo. Fazendo o fundo de papel branco se apresentar em tom de cinza.

 

Depois disso, posicionamos a modelo dois metros distante do fundo e com o softbox a um metro da Karol, mantivemos fielmente a leitura do fotômetro que nos forneceu lá atrás f/14:

 Agora temos uma situação diferente, com a fonte de luz situada a três metros do fundo infinito, deduzimos que lá no fundo de papel branco está chegando 1/9 (1/32) da  luz que incidia sobre a modelo, a qual estava apenas a um metro da fonte luminosa, ou seja, o fundo recebe muito menos luz, o que nos dá esta sensação de um fundo num tom de cinza bem escuro:

  

Tudo que acabamos de descrever vale para os Speedlights ou flashs dedicados.

É interessante ressaltar que NÃO houve manipulação de contrastes, de exposição ou de níveis nestas imagens.

A intenção foi mostrar como um fundo branco pode ser cinza e, o mais importante, como a lei do inverso do quadrado da distância interfere no brilho que chega a uma superfície em função da distância do objeto em relação a fonte luminosa.

Agradecimentos:            Modelo: Karol Davel (TONXAVIERMODELS)
                                               Makeup: Levy Faria

Grande abraço e até a próxima,

 Virgilio Libardi

Coluna “Retratando” – Jogos de planos

Postado em Uncategorized com as tags , , , , em 29/12/2011 por Virgilio
 Este será o último artigo do ano da Coluna “Retratando”, fiquei bem feliz com as diversas visitas que tivemos desde o início da coluna. E para fechar com chave de ouro eu trago um tema muito leve e interessante, OS JOGOS DE PLANOS.

Para esclarecer do que se trata de forma simples direi o seguinte: todo equipamento, em maior ou menor grau consegue trabalhar a questão de focar um plano e gerar  desfoque nos demais, e isso é função de alguns fatores, o primeiro deles é a objetiva que se está usando, quanto maior a possibilidade de se trabalhar com aberturas maiores, maior será a capacidade desta objetiva em limitar a profundidade de foco (ou profundidade de campo), fazendo com que o foco se limite a um dos planos. Outro fator é a distância focal utilizada, objetivas teles conseguem efeitos de desfoques melhores. E por último, um fator um pouco mais complicado de se compreender, a proporção que o plano em foco ocupa na cena, quanto maior for esta proporção (em relação ao quadro da foto) do objeto em foco, maior será o desfoque.

Giulia Savaris

É comum e interessante se buscar fotos, principalmente de retratos, em que se consegue o plano posterior ou background desfocado, isso dá destaque à pessoa que está sendo fotografada.
Mas não é só para isso que se precisa conhecer a técnica de desfoque. Muitos fotógrafos, e eu me incluo nisso, gostam de trabalhar com primeiros planos, ou parte deles desfocados na imagem final. Particularmente acho este recurso fantástico, pois assim conseguimos tansmitir uma senação de profuntidade, além de ficar compositivamente interessante, com esta possibilidade conseguimos “enquadrar” o assunto principal sem que o elemento que utilizamos para este enquadramento tome para si toda a atenção.

 

Arthur Noronha

 
 
 
 Muitas vezes queremos apenas imprimir a marca do autor da foto, deixando claro que ali houve planejamento e decidiu-se por fazer algo diferente. Gosto disso.
 
 
 

Bruno Farhat

 
 
Isto pode também gerar uma sensação de voyeurismo, dando o clima de estamos observando escondidos.  
 

Amanda Santana

 
 
Para não ficarmos só com fotos feitas por mim, “catei” uma foto da amiga Aline Prado, que é uma fotógrafa que utiliza muito bem destes artifícios, não é a toa que suas fotos são recheadas por um clima de sonhos.
 

Foto de Aline Prado

 
A próxima foto é da Stella Brazil, uma fotógrafa de Maringá-PR, a qual me inspirou muito nos meus primeiros passos na fotografia de retratos, ela tem uma grande capacidade de perceber as possibilidades da locação e carregar suas imagens com uma linguagem fotográfica tão própria.
 

Foto de Stella Brazil

 

 
 Ficaremos por aqui. Desejo a todos um ano de 2012 cheio de luz, paz, muitos amigos e sonhos se realizando.
 
Até a próxima,
 
Virgilio Libardi

Coluna “Retratando” – Eureka

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , em 20/12/2011 por Virgilio

Algumas pessoas têm gosto especial pela utilização de luz natural. Eu também acho muito bacana se valer da luz que temos no ambiente, mas muitas vezes nos deparamos com situações em que a luz já está modificada, seja por uma fonte de luz (incandescente por exemplo) iluminando parcial ou totalmente a cena, ou no caso de fotografia de eventos em que há uma luz vinda do equipamento de um cinegrafista e o fotógrafo se aproveita disto pra fazer uma foto diferenciada, estamos tratando de iluminação modificada, concordam?

Não entrarei no mérito da discussão se devemos ou não ser puristas. Acho que devemos seguir nossas convicções na forma de construir a fotografia ao nosso gosto individual.

Dentro das possibilidades de modificar a iluminação que existe na cena podemos lançar mão de muitos recursos, podemos citar a possibilidade de compensar a exposição tanto na câmera quanto no flash, rebater luzes, difundir, adicionar alguma fonte extra, dentre tantas outras formas,  é  muito bom “brincar” com tudo isso.

Destas formas de direcionar e modificar a luz está o uso de rebatedores,  ferramentas simples, que podem ser feitas caseiramente ou compradas em lojas especializadas. E que têm um poder estupendo de modificar a luz que se encontra no ambiente.

Só para entendermos a possibilidade de um rebatedor vou descrever uma situação que deixa isso patente.
Durante um de nossos cursos Ensaios Fotográficos Outdoor lancei o seguinte desafio: Fotografem a modelo contra o céu azul, a câmera apontando de baixo pra cima, fotometrando no céu e mostrando detalhes do rosto da moça. Pronto, assim que lancei este desafio eles me ‘xingavam’, diziam que seria impossível sem flash, esperneavam, até que um deles, que estava fazendo as honras de ser o assitente do grupo, esticou o rebatedor e logo viu uma luz brilhante sobre o rosto da modelo. EUREKA, eis a solução. Uma potente luz iluminando onde o sol não batia diretamente, preenchimento e equilibrando o rosto da modelo com o background iluminado.

A partir desta descoberta as coisas foram caminhando mais tranquilas, pois todos perceberam que existem formas outras, que não somente flashs, para se fazer luz de preenchimento.

Neste curso não utilizamos  flashs durante a parte da manhã no dia da aula prática, então um dos grupos se dirigiu para uma parte da locação bastante sombreada por árvores magnificamente frondosas, ou seja, pouca luz incidente e refletida. Quando de longe eu observava o grupo se afastando daquele lindo cenário, dirigindo-se para uma área menos atraente, porém mais iluminada. Eu os contive e  lá mesmo, na situação de pouca luz, fizemos o uso de um rebatedor, o que originou esta imagem com ISO 200, f/4.0 e velocidade de 1/100s:

 

Este brilho e esta nitidez foram obtidas com o  uso do rebatedor.

Bacana né?

Alguns cuidados precisam ser levados em consideração quando se utiliza o rebatedor, o prateado use preferencialmente em situações em que a pessoa está na sombra, o brilho que ele causa é demasiadamente forte e incomoda os olhos de quem está posando. O dourado aquece a temperatura das cores, às vezes passando do ponto por isso, principalmente nas horas em que o sol está baixando no horizonte. O branco é bastante interessante quando a modelo está sob a luz do sol, o importante é pedir para que ela feche os olhos e só os abra quando o fotógrafo disser “AGORA”, caso contrário o incômodo é grande e poderá gerar testas franzidas nas fotos. Fique atento também se a superfície do rebatedor não está gerando uma iluminação que manche a pele, o que é muito comum devido alguma irregularidade na superfície do rebatedor. O tamanho do rebatedor é importante quando se quer iluminar a modelo em todo o seu corpo, o que também pode ser resolvido afastando o rebatedor da pessoa ou usando mais de um destes equipamentos.

Deixarei uma foto da modelo Fernanda Oliveira que fiz em Belo Horizonte, usado somente um rebatedor a direita da câmera.

 

Abraços e um feliz Natal.

Virgilio Libardi

Técnicas de Iluminação

Postado em Uncategorized em 06/12/2011 por Virgilio

Para começar 2012 com o pé direito, estamos lançando um novo curso, TÉCNICAS DE ILUMINAÇÃO.

Serão 4 sábados (07, 14, 21 e 28/01/2012).
Os três primeiros das 9:00 as 12:30 e o último (28/01) durante o dia todo, pois encerraremos a parte da tarde do último dia do curso com os participantes seguindo um story board, acompanhando make up e produção, para fotografarem um editorial.

Serão abordados temas muito importantes para quem deseja elevar a qualidade de suas fotos:

1 -  Conhecendo a fundo as características da luz.
           Qualidade, Temperatura de cor e Direção.
           Sistema de Zonas.
2 -  Luz natural – Como domá-la?
           Decifrar e analisar a luz natural e como utilizá-la a seu favor.
3 -  Iluminando com flash compacto.
           Tornando suas fotos criativas com estes acessórios.
4 -  Iluminação de Estúdio
           A luz agora no seu controle.
           Esquemas de iluminação .

Tudo com muita prática.

As aulas serão na nova sede do ESTÚDIO UMBRA, na Rua Juiz Alexandre Martins de Castro, 306 – Itapuã, Vila Velha.

Qualquer dúvida pode perguntar por aqui ou enviar email para fotografia@virgiliolibardi.com.br ou contato@estudioumbra.com ou nos tels 27 4141-3080 e 8102-0504

Clique com o botão do mouse sobre o cartaz abaixo para vê-lo em tamanho maior.

Novos tempos para o Estúdio Umbra.

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , em 05/12/2011 por Virgilio

Agora sim, tudo organizado e pronto.

O Estúdio Umbra acaba de ganhar nova sede. Saímos de Vitória e agora estamos estabelecidos em Vila Velha, no delicioso bairro de Itapuã.

O motivo principal desta mudança foi que agora temos mais espaço e condições de implementar novos projetos. O set de fotografia do novo Estúdio Umbra conta com uma área em torno 100 m2, além de escritório confortável.

A correria foi tanta que nem conseguimos organizar (ainda) uma reinauguração, pois na quarta-feira da semana retrasada (23/11) ainda estávamos na sede antiga e trouxemos todo equipamento de iluminação para a nova sede, afinal no dia 26 já teríamos uma campanha da Cristal Grafitti para fotografar  e um editorial no 27/11.

Sem respirar aprontamos tudo e a coisa rendeu.

Em breve faremos a comemoração oficial do novo endereço, por hora algumas fotos feitas no nosso primeiro fim de semana produtivo, as primeiras são do making of da Cristal Grafitti (fotos de Lilianny Noronha) e em seguida fotos do editorial com produção e Make up de Pedro Novais.

Coluna “Retratando” – Um tempo para pensar

Postado em Uncategorized em 29/11/2011 por Virgilio

Na minha opinião, não existem verdades absolutas. Sempre existem alguns caminhos ou decisões a serem escolhidas.

Será que isto também vale para a fotografia?

É comum as pessoas discutirem sobre marcas ou modelos de equipamentos dizendo que este é melhor do que aquele.  Outras dizem e opinam sobre a locação ideal. Eu já vi várias maneiras e formatos de se fazer fundo infinito em estúdio fotográfico. As recentes discussões com a entrada das câmeras sem espelhos e mais compactas. Infinitas fontes de debate entre as pessoas que gostam de fotografia.

A temática que quero trazer para esta nossa coluna é FOTOGRAFE mesmo que o assunto não é o que mais lhe atrai.

Se são nos eventos sociais que você quer se desenvolver ou até já atua, pratique macrofotografia. Se o seu gosto é na macrofotografia, vá para a rua fotografar os pedestres. Gosta de fotografar modelos? Então vá para uma mata fotografar pássaros e flores. Que tal ir para um passeio fotográfico portando apenas uma analógica consigo? Ou planejar um pequeno ensaio utilizando apenas a câmera de seu celular?

Ou seja, SAIA DA SUA ZONA DE CONFORTO. Não há verdade absoluta nem nas nossas opiniões sobre o tipo de fotografia que gostamos mais de praticar.

Todas as modalidades de fotografia possibilitam ao seu praticante o desenvolvimento de habilidades peculiares. Nestes fotógrafos percebemos de forma patente a impregnação desta prática até no modo de vida destes seres pensantes e andantes.

Quem já fotografou uma sessão para uma campanha de moda sabe a correria e confusão que envolve o set de fotografia, as pessoas ficam energizadas (as vezes além da conta) dias antes dos ensaios.

Nos ensaios dos fotografia de natureza a paciência e contemplação fazem parte dos ingredientes essenciais, são como os ovos e a farinha de trigo num bolo.

Para se fotografar um evento deve-se estar atento todo o tempo, detalhes importantes de uma cerimônia de entrega de prêmios ou de casamento poderão ser perdidos se o fotógrafo estiver pensando em algo que não seja a própria cerimônia.

Num ensaio antropológico é fundamental o envolvimento prévio entre o fotógrafo e os seus fotografados, só assim se conseguirá a permissão de fotografar a “alma” de uma pessoa ou de um povo.

Muito bem, acho que até aqui não há novidade né? Mas o que quero sugerir aos meus amigos é que pratiquem outros tipos de fotografia, além daquele que você gosta ou está engajado. 
Introduza o detalhe nas suas fotos sociais a partir da prática da macrofotografia.
Tenha nas suas fotos de macro a  malandragem e improvisação que a fotografia de rua lhe proporcionará.
Adicione paciência Zen durante seus ensaios de moda, praticando quinzenalmente a fotografia de natureza.
Tire a ansiedade que as câmeras digitais nos habituou, praticando lomografia.
Tire a sua constante necessidade por equipamentos melhores ao perceber que com um simples celular é possível fazer muita coisa.

E para não dizer que estou praticando aquela velha máxima “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço”, quero compatilhar que tenho praticado street photography muito mais do que antes, nas horas de folga o meu pensamento vaguea e acaba por me municiar de idéias para um novo ensaio de natureza (viva ou morta).
E posso afirmar que esta prática tem sido fundamental.

Por fim quero lhe dizer que nem este post é uma verdade absoluta, pode ser banal para alguns e para outros poderá ser um catalizador para uma mudança.
Não importa. O importante é que sempre é bom escrever para vocês.

Algumas fotos que estão fazendo parte de projetos fora dos portraits ou moda:

Série JP:

Série Worker:

Série Subsolo:

 

Grande abraço e até a próxima.

Virgilio Libardi

Coluna “Retratando” – Editorial Glamour Noivas

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , , , , , em 17/11/2011 por Virgilio

Ficamos alguns dias sem publicar um novo post. Isto se deu por dois motivos, um deles é que eu me ausentei na semana passada para participar do Estúdio Brasil 2011 e o segundo motivo é que eu aguardei a chegada da Revista Glamour Noivas nas bancas para começar a escrever este novo texto.

Este foi um editorial que já havia sido negociado com os responsáveis pela revista desde o fim do ano passado e a idéia inicial seria fazermos as fotos em alguma locação da cidade de Vitória. Neste intervalo de tempo os planos foram alterados e tivemos que nos deslocar até Belo Horizonte para executarmos o editorial na capital mineira.

Tivemos muita sorte em poder trabalhar com tanta gente boa e competente, o trabalho fluiu de forma tranquila e todos ficamos muito satisfeitos com o resultado que alcançamos.

Cheguei em BH na véspera da sessão de fotos para o editorial e na manhã seguinte a produção da revista (Joana Leles e Rayana Bartholo) já havia organizado um apartamento para nos servir de base para guardarmos equipamentos, para serem trocados os looks, efetuar a make up, lanchinhos e etc.

Lá eu conheci as outras pessoas que iriam participar deste trabalho, além da fotógrafa Lilianny Noronha que foi comigo e atuou na importante função de assistente de fotografia, estavam lá Thiago Leão (Styling), Fabrício Ferrarch (Make up & Hair) e Bruno Farhat (Modelo da J Model).

O que acho importante e que quero passar aqui neste texto é que sempre que vamos fotografar um editorial ou qualquer outro trabalho comercial é importante alinharmos os anseios e desejos de todas as pessoas envolvidas. Mesmo não conhecendo algumas pessoas que fizeram parte da equipe, trocamos telefonemas e emails, nos quais ficou claro para todos qual era a nossa missão, qual era o estilo e qual o resultado que gostaríamos que fosse obtido ao final.

Nunca tive dúvidas que se alcançam grandes resultados ao se trabalhar em uma equipe alinhada, empenhada e comprometida com o resultado final.

Thiago Leão passou a fazer parte do grupo de  profissionais que tenho grande admiração. Ele esteve ao meu lado o tempo todo, sempre antenado nos mínimos detalhes, a todo tempo eu lhe mostrava os resultados das fotos e com um olho clínico conseguia descobrir uma linha de costura fora do lugar no terno que o modelo vestia.  Ele foi o responsável pelos looks fotografados, compostos pelas marcas: Villa Vittini e Rodrigo Fraga. Um profissional exemplar.

O Fabrício Ferrarch chegou de mansinho e aos poucos foi mostrando suas habilidades em preparar o make up e  cabelo do modelo para as fotos, também não nos abandonou um só segundo, sempre estave ao nosso lado quando precisamos de suas mãos mágicas para algum eventual retoque.

Joana Leles e Rayana Bartholo demonstraram compromisso vários dias antes de fotografarmos o editorial. Duas belas meninas que têm experiência suficiente na frente das câmeras por atuarem também como modelos, inclusive com carreiras internacionais, imagino que este fato facilita toda organização que um editorial de moda demanda. Elas foram notáveis e conseguiram um lindo carro antigo da Exclusive Locação.

Bruno Farhat é um modelo com longa vivência e com grandes trabalhos em seu currículo. Aqui eu afirmarei que é muito tranquilo fotografar um modelo que está atento aos meus gestos e  com poucas palavras e pequenos sinais ele já sabia como deveria se posicionar. O resultado está impresso nas páginas da revista.

A Lilianny Noronha já vem me acompanhando em alguns trabalhos, trocamos muitas idéias sobre este editorial e ela estava tão ansiosa quanto eu para a chegada da revista às bancas. Em breve ela também irá mostrar sua capacidade de fotografar, estou seguro que ela irá alcançar sucesso como fotógrafa. As fotos de making of  ficaram a cargo dela, mas saibam que não foram muitas, afinal ela estava responsável pela assistência de fotografia e a iluminação sempre a deixava ocupada (sou chato pra caramba com isso…. rs).

Agradeço ao Edson Ferigato pela confiança em meu trabalho.

Enfim, foi bem gostoso realizar este editorial e espero ansiosamente  novas oportunidades para fotografar para as revistas do Grupo Glamour.

Grande abraço e até a próxima e fiquem com algumas fotos que estão nas páginas da revista.

Virgilio Libardi

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